(Fotos: Divulgação e Arquivo)

O sudeste do Pará registra nesta semana mobilizações relacionadas à questão agrária no Brasil. Desde o dia 13, trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deram início a uma caminhada rumo ao município de Eldorado do Carajás. A marcha, que reúne famílias de assentamentos de Parauapebas, Curionópolis e Canaã dos Carajás, marca a Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária Popular.

Neste ano de 2026, a mobilização ocorre no marco dos 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás. Ocorrido em 17 de abril de 1996, o episódio resultou na morte de 21 trabalhadores rurais durante uma ação da Polícia Militar do Estado do Pará na rodovia BR-155, no trecho conhecido como “Curva do S”. Três décadas depois, o evento permanece como um dos principais marcos históricos nos registros de conflitos agrários brasileiros.

Sob o lema “Em defesa da Reforma Agrária Popular: basta de violência contra os povos e a natureza”, a jornada se estenderá até a próxima sexta-feira (17), com uma agenda de atividades programadas para diversas regiões do território nacional. No Pará, estado onde ocorreu o episódio de 1996, as ações convergem para a Curva do S.

A caminhada integra a marcha intitulada “A voz pela vida calará a ambição”. A organização estima que cerca de 3 mil participantes se juntem ao longo do trajeto até Eldorado do Carajás. A chegada dos manifestantes ao local está prevista para o Dia Internacional da Luta Camponesa, celebrado em 17 de abril em alusão à data do evento no Pará.

Paralelamente à marcha, o MST deu início ao 20º Acampamento Pedagógico da Juventude Sem Terra Oziel Alves, evento que reúne aproximadamente 500 jovens. A programação do acampamento inclui oficinas, debates e ações simbólicas, como a reconstrução do monumento erguido em memória aos trabalhadores mortos.

Com informações do Portal Correio de Carajás