(Último crime contra a vida registrado em São João da Mata foi em 1988. Cidade tem média de 40 ocorrências policiais por ano.)
(São João da Mata, MG — Foto: Reprodução EPTV)
Sem registrar homicídios há 38 anos, São João da Mata lidera ranking da tranquilidade no Sul de Minas, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
De acordo com dados do Tribunal de Justiça, o último crime contra a vida no município, com cerca de 3 mil habitantes, aconteceu em abril de 1988. O caso envolveu a morte de Lourdes Rodrigues por seu companheiro. Segundo relatos de moradores mais antigos, o caso marcou profundamente a pequena comunidade, onde todos se conheciam.
Quando o crime aconteceu, cerca de 40% da população atual de São João da Mata ainda não havia nascido.
É o caso do técnico em tecnologia da informação Pierre Cauê de Morais. Ele nasceu em 2003 e acha a cidade um poço de tranquilidade.
“Na minha vida toda aqui, eu acho que eu nunca nem parei para pensar nisso. Nunca nem ouvi o pessoal comentando sobre isso. Aqui não costuma trancar nada, é tudo muito tranquilo. Eu paro meu carro, por exemplo, para ir à loja ou fazer algum serviço, deixo a chave no carro, tudo aberto.”
O perfil de São João da Mata ajuda a explicar o seu sossego:
- 📆 Fundação: 30 de dezembro de 1962
- 🙎♂️🙎♀️População: 2.914 pessoas, de acordo com o Censo de 2022. População estimada em 2025: 3.012 pessoas, de acordo com o IBGE
- 📍Território: 120,536 km² – 90% de zona rural
- 🌄Distribuição: 14 bairros rurais e 4 urbanos
38 anos sem homicídios: último assassinato em São João da Mata foi registrado em 1988

Segundo a Sejusp, são poucos os registros policiais em São João da Mata. Na última década, foram 190 furtos e 206 roubos, uma média de 40 ocorrências por ano.
A tranquilidade é tanta que a cidade não possui chaveiro. O serviço não se sustenta economicamente pela baixa demanda, e a população recorre a profissionais de cidades vizinhas ou aguarda a passagem de um prestador ambulante que visita o município periodicamente para consertar as fechaduras.
Para o sargento Marcelo Reis, comandante do policiamento da cidade, ser uma comunidade pequena, onde todos se conhecem, favorece o controle da criminalidade.
Com informações do G1/MG
