Ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Anapu e São Domingos do Araguaia. Investigação aponta que madeira apreendida pode ter sido retirada de florestas públicas federais.

(Foto: Reprodução / PF-PA)

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou na quarta-feira (21) a Operação Saldo Zero para desarticular um esquema de exploração, beneficiamento, armazenamento e comércio ilegal de madeira no sudoeste do Pará.

Ao todo, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram distribuídas da seguinte forma:

  • Três mandados em serrarias localizadas no município de Anapu;
  • Um mandado em uma madeireira em São Domingos do Araguaia;
  • Um mandado no endereço residencial do proprietário de uma das serrarias investigadas.

Fraude e empresas embargadas

Durante as investigações, a Polícia Federal identificou graves indícios de fraudes ambientais. Diversos estabelecimentos alvos da operação estavam com as atividades suspensas ou embargadas pelos órgãos de fiscalização, operando totalmente sem as licenças e autorizações obrigatórias.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a inconsistência de dados no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

Um dos estabelecimentos investigados registrava “saldo zero” de produtos florestais no sistema oficial, mas, na prática, os agentes flagraram um grande volume de toras e madeira serrada no local, além de atividades ativas de beneficiamento e transporte.

Invasão a florestas públicas

A força-tarefa também apura a origem da matéria-prima. Há fortes indícios de que parte da madeira comercializada ilegalmente tenha sido extraída de áreas de florestas públicas federais, o que configura crime ambiental grave.

De acordo com a PF, a Operação Saldo Zero entra agora em uma nova fase de análise dos materiais apreendidos.

O objetivo é reunir novas provas para identificar todos os envolvidos na cadeia criminosa, desde os responsáveis pela extração ilegal na floresta até os transportadores, processadores e comerciantes do produto clandestino.

Com informações do g1/Pará

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