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O mercado do boi gordo iniciou a terça-feira sem alterações nas cotações em São Paulo, em meio à participação reduzida de compradores e à oferta enxuta de animais. Segundo análise do informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, o cenário foi diferente em parte do Pará, onde os preços do boi gordo e do “boi China” subiram nas regiões de Marabá e Redenção. No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram queda no ritmo diário dos embarques em outubro, mas alta no preço médio por tonelada.

No Pará, a oferta restrita de bovinos também influenciava as negociações. Segundo análise do informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, os vendedores seguravam os lotes à espera de preços melhores. Nas regiões de Marabá e Redenção, a cotação do boi gordo subiu R$ 4,00 por arroba, enquanto a do “boi China” avançou R$ 3,00 por arroba. Os preços das fêmeas permaneceram estáveis. Já na região de Paragominas, as cotações não registraram alterações.

Até a quarta semana de outubro, o Brasil exportou 154,5 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária dos embarques ficou em 9,7 mil toneladas, volume 33,7% inferior ao registrado em outubro de 2025, quando a média era de 14,6 mil toneladas por dia.

Apesar da redução no ritmo diário, o preço médio da tonelada exportada alcançou US$ 6,3 mil, alta de 13,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a cotação era de US$ 5,5 mil. Os números indicam um cenário de menor volume médio diário embarcado, mas com valorização do produto no mercado internacional.

Com informações de Seane Lennon/Agrolink

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